OS MANIFESTOS NA JMJ FORAM REALMENTE VIOLENTOS?

Os protestos realizados na semana da JMJ foram polêmicos e geraram uma onda de comoção da sociedade de maneira geral. Os manifestantes feministas e homossexuais protestaram de maneira que gerou choque em muitas pessoas, o que mais chamou a atenção nas redes sociais foram as imagens de feministas com os seios à mostra se beijando, e de alguns manifestantes mascarados quebrando imagens sacras a Igreja Católica Apostólica Romana.
Quando analisamos as imagens é fácil nos chocarmos a princípio, dizer que as reivindicações perdem legitimidade com algo digamos, “violento”. Nessas horas em que a emoção fala mais alto, a melhor maneira de avaliarmos algo é deixarmos ela de lado, e analisarmos os fatos numa perspectiva histórica.
A nossa sociedade atual possui valores tradicionais ainda arraigados, nos quais o machismo e a homofobia são fortemente atuantes. Estes são tão institucionalizados, que muitas pessoas praticam opressão contra gays e mulheres inconscientemente, somente reproduzem o discurso do senso comum, ouvido nas ruas dia-a-dia.
Façamos então uma investigação, olhemos para o passado para compreender o presente. A quantidade de agressões que homossexuais e mulheres sofreram e sofrem por conta de valores propagados pela cultura que a Igreja Cristã propaga é incontável. O machismo e a homofobia são cultivados desde antes de Cristo, e alguns dos escritos da bíblia possuem prescrições claras que os apoiam.
Comparemos agora o tipo de violência que o grupo que realizou os polêmicos manifestos sofrem, com a suposta violência praticada por eles em seus atos. Do lado dos ativistas, a quebra de imagens sacras e o beijaço gay. Pois bem, são ações que realmente chocam visualmente a grande maioria das pessoas. E quanto à violência praticada pelas pessoas guiadas pelos conceitos religiosos? Algum de vocês se arriscaria a quantificar quantas mulheres e homossexuais a Inquisição levou a fogueira? Seguindo mais a frente na linha do tempo, quantas pessoas dessa classe são agredidas, mortas, discriminadas até hoje? A verdadeira violência parte de que setor da sociedade?
Partindo da perspectiva materialista, o que observamos é um contraponto feito pelos historicamente oprimidos, é compreensível uma explosão de revolta, uma reação agressiva, quando se sofre opressão e violência continuada. E analisando friamente, uma demonstração de afeto pública e algumas imagens sacras quebradas não são nada comparados a tantas agressões, discriminações e até mesmo assassinatos sofridos por essas classes.
Fato é que devemos caminhar com perseverança em busca da tolerância, da aceitação e da fraternidade. Que devemos olhar para o ser humano tentando ao máximo livrar-nos dos rótulos. E antes de criticar uma manifestação mais enérgica, critiquemos a nós mesmos para que não alimentemos a causa delas.
cristãocanadágay
http://noticias.gospelmais.com.br/parada-gay-cristaos-desculpas-homossexuais-29864.html

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3 respostas em “OS MANIFESTOS NA JMJ FORAM REALMENTE VIOLENTOS?

  1. Olá amigo, como havia comentado no facebook sobre esta questão e parafraseando diria que, “não são só pelas imagens quebradas” onde você mesmo cita “Fato é que devemos caminhar com perseverança em busca da tolerância, da aceitação e da fraternidade. Que devemos olhar para o ser humano tentando ao máximo livrar-nos dos rótulos.”
    Portanto não concordo com sua colocação: “E analisando friamente, uma demonstração de afeto pública e algumas imagens sacras quebradas não são nada comparados a tantas agressões, discriminações e até mesmo assassinatos sofridos por essas classes.”
    A demonstração de afeto sim é válida, mas tentar justificar a uma agressão por outra não vai nos levar a nada, pois se queremos o estado laico temos que ser também tolerantes com os sentimentos de fé das pessoas por mais que não nos sejam triviais.
    Ora seria a mesma coisa se criticasse o ato de afeto entre as pessoas não é porque eu não faça parte desse grupo, que posso ser contra a sua livre manifestação afetiva é o mesmo caso, a pessoa que pratica a fé católica tem também uma manifestação afetiva com as imagens e se sentem muito ofendidas quando se promovem manifestações de violência contra essas imagens ( lembremos o caso do pastor que chutou a imagem num programa de televisão).
    Concluindo com suas próprias palavras desta forma como caminharemos com perseverança em busca da tolerância, da aceitação e da fraternidade,?

    Abraços

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